Na Covilhã, a tónica da campanha parece estar centrada na imagem (gasta?) dos candidatos. Pelo menos a avaliar pelos cartazes dos dois principais partidos, o PS e o PSD:
- Vítor Pereira, do PS, desfez-se do antiquado bigode(nada confortável no Verão e em época de emoções fortes como a que se aproxima), deixou os óculos e passou a usar lentes de contacto. O resultado? Praticamente irreconhecível: todo um admirável mundo novo para os socialistas (ou apenas mais do mesmo...).
- Do lado do PSD, a surpresa é ainda maior: Carlos Pinto aparece, de mansinho, em cada esquina da cidade, com um sorriso (meio forçado, diga-se) de orelha a orelha.
O jogo é simples: Sê-lo ou parecê-lo?
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Portugal forrado a papel de cartaz
Compilação do i (em construção): os cartazes mais estranhos da campanha. Na região, muitos dos outdoors deste ano são sérios candidatos ao primeiro lugar do ridículo. Na freguesia de João Antão, por exemplo, o engenheiro Valente faz-se acompanhar, num cartaz de proporções assustadoras, pelo presidente da Junta, o Senhor Estevão Nunes. Um momento visual delicioso. Fica a promessa de uma fotografia. Em breve.
Por enquanto, a galeria do i:
http://www.ionline.pt/ifotogaleria/18772-13679-portugal-forrado-papel-cartaz#
Por enquanto, a galeria do i:
http://www.ionline.pt/ifotogaleria/18772-13679-portugal-forrado-papel-cartaz#
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
A vida dura dos políticos


«Quase 400 políticos têm pensão vitalícia
O número de ex-titulares de cargos políticos com pensões mensais vitalícias ascende já a 379 pessoas, segundo números divulgados esta sexta-feira pelo jornal Correio da Manhã.De acordo com o matutino, tudo indica que o universo de beneficiários subirá em breve para 385, dado que a Assembleia da República está a organizar os processos de seis antigos eurodeputados.Para já, em 2009, foram dadas reformas para toda a vida a três ex- deputados: Melchior Moreira e Mário Albuquerque, do PSD, e Nelson Baltazar, do PS.As subvenções vitalícias deverão custar este ano, segundo o Orçamento do Estado, 8,35 milhões de euros.»
O número de ex-titulares de cargos políticos com pensões mensais vitalícias ascende já a 379 pessoas, segundo números divulgados esta sexta-feira pelo jornal Correio da Manhã.De acordo com o matutino, tudo indica que o universo de beneficiários subirá em breve para 385, dado que a Assembleia da República está a organizar os processos de seis antigos eurodeputados.Para já, em 2009, foram dadas reformas para toda a vida a três ex- deputados: Melchior Moreira e Mário Albuquerque, do PSD, e Nelson Baltazar, do PS.As subvenções vitalícias deverão custar este ano, segundo o Orçamento do Estado, 8,35 milhões de euros.»
in Diário Digital
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Slogan
As eleições autárquicas originam uma miríade de mensagens políticas visuais por todo o país. Na generalidade, as frases que, supostamente, devem transmitir uma mensagem e provocar atracção dos eleitores não dizem nada. Basta observar os cartazes e respectivo slogan dos nossos candidatos para sentirmos o nível patético da mensagem.
Em Celorico da Beira, quiçá por efeito de algum tipo de espionagem, os dois principais candidatos apresentam uma mensagem comum: «Vocês conhecem-me», assevera Júlio Santos; «Celorico conhece-me», conclui Zezé.

Uma boa opção seria as candidaturas recorrerem ao humor. Foi o que fez a CDU em Matosinhos que apresenta dois galos, porque, na opinião dos comunistas, os matosinhenses, «Dispensamos outra guerra de poleiro». Também, humorísticamente, podiam recuperar mensagens como a que em 2005 fez furor, o clássico slogan do candidato do PS à freguesia de Grândola, há "Custódio Bacalhau com todos".
Mas se achamos que os candidatos da região são pouco criativos ou que os slogan's que adoptam são pouco originais... então vão até Faro onde o candidato do PSD aparece fotografado ao lado de uma mensagem verdadeiramente original e imaginativa: «Faro é Faro»!
Como se vê, o marketing político evoluiu muito e orecurso a novos meios é impressionante - este candidato de Faro está em 6 redes sociais, e faz questão, diariamente de escrever, ele próprio no twitter, mas pensar uma simples frase que possa ser apelativa... isso sim que é difícil.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
PSD sem lista em 16 freguesias
Crespo de Carvalho, candidato à Câmara Municipal da Guarda pelo PSD, apresentou ontem à tarde os candidatos à Assembleia Municipal da Guarda, cujos dois primeiros nomes são João Correia e Constantino Rei, e às Juntas de Freguesia. Neste âmbito, o PSD apresenta listas próprias em 26 freguesias, apoia oito candidaturas independentes e cinco plenários. Por outro lado, não tem listas em 14 freguesias e em dois plenários.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
A desilusão
Agora que estão definidas as listas e os programas das duas principais candidaturas à Câmara da Guarda, interessa definir uma posição face às eleições que se avizinham. Não sem uma advertência prévia: não disponho de informação privilegiada. Estar dentro e fora não é saudável. Coloco-me, pois, no patamar do cidadão comum. Que viu a Guarda passar ao lado do desenvolvimento, graças à inépcia de um sinistro consulado socialista, que durou 20 anos. Ora, ainda antes da pré-campanha, tinha neste texto colocado o que penso sobre a disputa eleitoral que se avizinha. Em resumo, a única expectativa razoável seria saber qual o programa e a composição da lista encabeçada por Valente, o mais que provável vencedor antecipado. Tudo o resto, incluindo a candidatura de Crespo de Carvalho, seria uma sucessão de fait divers, ou um alinhamento de notáveis para a pole position do próximo acto eleitoral. Nessa linha, cingir-me-ei à candidatura de Joaquim Valente. Esperava que, desta vez, ela trouxesse um corte radical com o passado tenebroso da gestão socialista da autarquia guardense. Que atolou a cidade num limbo de subdesenvolvimento, mediocridade, sub-investimento, compadrio, clientelas para favores e empregos. Que, do ponto de vista urbanístico, tornou a cidade irreconhecível, incaracterística, suburbana de si própria. Que obrigou a que a criatividade emigrasse e a inteligência se escondesse. Ou vice-versa. Valente dispunha agora do timing certo para cortar com a tralha que tanto mal causou à cidade. Depois da "evolução na continuidade" do 1º mandato, tinha agora a oportunidade de propôr um novo ciclo para a Guarda. Porém, não o fez. Ou então, se assim o desejou, não foi convincente. Mesmo sabendo que, na Guarda, a política é a ilustração cabal da arte do possível. Algo que não isenta um político que se preze de forçar o impossível, por uma vez que seja. A minha pergunta de então foi assim agora respondida: mais "marcelismo" não, obrigado! Com prejuízo para o provável apoio expresso que, pessoalmente, iria conceder à candidatura. Abrindo uma excepção que, por agora, ficará para as calendas.
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